Editora: Terramar
Sinopse

Revisitação
poética da história do 25 de Abril de 1974, com particular relevo para
os antecedentes da Revolução, recriando a vida em Portugal durante a
vigência do Estado Novo, Romance do 25 de Abril, de João Pedro
Mésseder, sublinha ainda as consequências trágicas desse longo período
da História portuguesa contemporânea, como as perseguições políticas, a
censura e a Guerra Colonial, entre outros aspectos. A opção pelo
"romance", enquanto género da literatura tradicional, permite a
valorização da memória e do cariz épico das história narrada, destinada a
perdurar pela transmissão de geração em geração. Com ilustrações de
Alex Gozblau, o livro ganha uma especial identidade, vendo sublinhada a
dimensão referencial da narrativa através da representação iconográfica
fiel das figuras cimeiras do Estado Novo. As ilustrações sugerem de
forma particularmente intensa a transição entre a Ditadura e a
Liberdade, servindo-se da variação cromática com evidentes intenções
semânticas e pragmáticas. Vejam-se, como elementos claramente
significativos do ponto de vista visual, a articulação entre a capa e a
contracapa, assim como a leitura das guardas iniciais e finais,
retomando alguns dos motivos simbólicos mais significativos da época
revisitada.
Texto de Ana Margarida Ramos
Título: Romance do 25 de Abril
Autor: João Pedro Mésseder
Editor: Editorial Caminho
Sinopse:
Revisitação literária destinada ao público infanto-juvenil da Revolução de Abril, esta narrativa vem juntar-se a um corpus
cada vez mais alargado de textos que recriam, de diferentes formas,
aquele momento marcante da História portuguesa contemporânea. Esta
edição coloca o acento tónico na questão da educação, destacando o
acesso generalizado ao ensino, à escola e à formação como uma das mais
significativas conquistas de Abril. Assim, o protagonista que,
inicialmente, vai à escola contrariado é confrontado com uma realidade
que desconhece, a dos seus pais e avós, privados de aceder livremente
àquela instituição. Além disso, apresenta o analfabetismo, o trabalho
infantil e a censura como estratégias conscientemente levadas a cabo por
um governo que pretendia, deste modo, controlar as pessoas, inibi-las
de pensar e de questionar o mundo em que viviam. O retrato de Portugal
submetido à Ditadura é traçado com pormenor e é notório o apelo à
valorização da Liberdade e das suas consequências. As ilustrações,
coloridas e expressivas, procuram dar conta das realidades históricas
retratadas, cristalizando motivos e imagens marcantes dos dois momentos
que o livro recria.
Texto de: Ana Margarida Ramos
Título: Do Cinzento ao Azul Celeste
Autor(es) Ana Oliveira, Helena Veloso (Ilustrador)
Editora: Calendário
Sinopse:
Recorrendo
ao modelo da narrativa histórica, respeitando dados factuais e
personagens referenciais (como é o caso da figura central de Salgueiro
Maia), o autor propõe, com verosimilhança, uma narrativa paralela acerca
da Revolução de Abril, centrada em personagens ficcionais, que cruza a
primeira e a contextualiza, aproximando-a do universo de referências dos
leitores. Transformando a figura anónima e até marginal do rapaz da
bicicleta em elo fulcral, verdadeiro motor, dos acontecimentos de 25 de
Abril de 74, o narrador fornece uma perspectiva singular, a partir do
ponto de vista de uma criança que testemunha e condiciona o desenrolar
de um dia histórico. A ilustração da narrativa, da responsabilidade de
António Modesto, também recorre, de forma mais pontual, a uma estratégia
semelhante. Partindo de algumas imagens fotográficas marcantes do dia
da Revolução e, em particular, da actuação de Salgueiro Maia, o
ilustrador recria, à semelhança do que acontece na narrativa, um
universo paralelo, a partir da história do rapaz que dá título ao
livro.
Texto de: Ana Margarida Ramos
Título: O Rapaz da Bicicleta Azul
Autor: Álvaro Magalhães, António Modesto
Editora: Campo das Letras
Sinopse:
A
obra propõe, além de um investimento no diálogo inter-geracional, uma
reflexão profunda sobre elementos que hoje tomamos como adquiridos e
inquestionáveis e que resultaram do empenhamento, da coragem, da luta e
do sofrimento de muitos. A valorização retrospectiva do passado não visa
o enaltecimento de feitos heróicos, mas o investimento quotidiano e
diário na defesa e na manutenção da liberdade. Trata-se de uma
aproximação, com evidentes intenções pedagógicas, às memórias mais ricas
e mais marcantes da Revolução, num cruzamento de tempos e de
perspectivas sobre o facto histórico mais determinante do século XX
português. As ilustrações de João Caetano potenciam a leitura em diálogo
permanente entre tempos diferentes. Socorrendo-se de materiais
iconográficos diversificados ligados quer ao Estado-Novo quer à
Revolução, o ilustrador recria-os, sobrepondo-lhes outros elementos que
ancoram a narrativa no presente.
Texto de Ana Margarida Ramos
Título: O Soldado e o Capitão, os Cravos e o Povão
Autor(es) Valdemar Cruz, João Caetano (Ilustrador)
Editora: Campo das Letras
Sinopse:
Esta
narrativa breve, publicada, pela primeira vez, em 1993, pela Associação
25 de Abril e pela APRIL, com suaves ilustrações de Manuela Bacelar,
foi reeditada, agora, com uma componente pictórica mais dominante e
forte, da autoria de Evelina Oliveira. Trata-se de uma obra que tem como
leitmotiv a Memória e um momento crucial da História recente: a
Revolução dos Cravos. Num registo vivo e emotivo, pontuado pela
metáfora, pelas estruturas enumerativas polissindéticas e pelas notações
sensoriais, nomeadamente auditivas e visuais, Manuel António Pina
ficcionaliza o antes, o durante e depois do 25 de Abril de 1974,
deixando um apelo para que o «Dia da Liberdade» nunca deixe de ser
lembrado e para que esse «País das Pessoas Tristes» não regresse.
Detecta-se, neste conto, o cruzamento de um conjunto de binómios com
importantes valências expressivas e simbólicas, designadmente: o estado
de espírito “cinzento” das pessoas vs. o cenário “azul” que as envolve; a
sua aparência fechada e silenciosa vs. a sua essência franca, aberta e
dialogante; silêncio vs. canção; o passado vs. presente; o país das
pessoas tristes vs. as terras dos visitantes; medo vs. coragem; opressão
vs. liberdade; ditadura vs. democracia.
Texto de Sara Reis da Silva
Título: O tesouro
Autor(es): Manuel António Pina, Evelina Oliveira (Ilustrador)
Editora: Campo das Letras
Sinopse:
É a partir de uma metáfora que António Torrado estrutura Vassourinha entre Abril e Maio,
obra publicada em 25 de Abril de 2001 e que conta com ilustrações de
João Abel Manta. O texto caracteriza-se pela insistência num conjunto
muito significativo de jogos de palavras e de sons, pelo recurso à
aliteração, à rima e às repetições, sobretudo na primeira parte da
narrativa, promovendo sugestões paralelísticas. A divisão da acção em
duas partes distintas permite a percepção de dois momentos
significativos: o antes e o depois da revolta da vassoura.
Texto de Ana Margarida Ramos
Título: Vassourinha entre Abril e Maio
Autor(es): António Torrado, João Abel Manta (Ilustrador)
Editora: Campo das Letras
Sinopse:
Explorando
a metáfora da mudança no seio familiar com o nascimento de um bebé,
este volume agrupa sete pequenas narrativas que, de forma original, dão
voz a objectos inanimados, íntima e simbolicamente ligados à Revolução
de Abril, ou ao tempo que a antecede. Percepcionados a partir de pontos
de vista originais, alguns relativamente exíguos mas todos profundamente
simbólicos, os acontecimentos da Revolução de Abril são recriados de
forma acessível, com recurso a elementos reconhecíveis do quotidiano e,
desta forma, tornados próximos do universo infantil.
Texto de Ana Margarida Ramos
Título: 7 x 25 Histórias da Liberdade
Autor(es): Margarida Fonseca Santos, Inês do Carmo (Ilustrador)
Editora: Gailivro
Sinopse:
Metáfora
da ditadura vivida pelos portugueses e da liberdade trazida pela
revolução dos cravos. Três feijões tomaram conta do reino do
“Jardim-à-Beira-Mar-Plantado”, roubando aos que ali viviam – feijões que
se tornaram cinzentos – o sol, a água e o ar e calando-os com uma bola
de futebol. Reprimiram o povo com a polícia e a censura e mandaram
jovens para a guerra. Os protestos de muitos feijões, como o Vermelho, o
Canário, o Preto ou o Rajado, conseguiram dar um empurrão aos
opressores (as raízes estavam já podres) e repartir o que, outrora, lhes
tinha sido tirado. A partir desse dia de Liberdade, os feijões passaram
a ter as cores antigas e no reino vegetal foi a Primavera.
Texto de Rui Marques Veloso
Título: A fábula dos feijões cinzentos
Autor(es): José Vaz, Elsa Navarro (Ilustrador)
Editora: Campo das Letras